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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O coração e garrafa


Uma extraordinária metáfora sobre os sentimentos, do mesmo autor de «O incrível rapaz que comia livros». Ver mais histórias «animadas» no blogue de Rita Pimenta, Letra Pequena: http://letrapequenaonline.blogspot.com/

sábado, 20 de março de 2010

A surpresa de Handa

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O caldo de pedra

A HISTÓRIA


Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair de fome e disse:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra.
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se era boa para um caldo.
A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.
Responderam-lhe:
- Sempre queremos ver isso.
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:
- Se me emprestassem aí um pucarinho...
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas...
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que via.
O frade, provando o caldo:
- Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse:
- Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam.
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as e ripou-as com os dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou:
- Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!...
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo.
Comeu e lambeu o beiço.
Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo.
A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:
- Ó senhor frade, então a pedra?
- A pedra... Lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

Teófilo Braga
Contos Tradicionais Portugueses


A RECEITA



Ingredientes:
1/2 l de feijão-encarnado
1 kg de orelha e cabeça de porco
200 grs de entrecosto
250 grs de carne de vaca para cozer
100 grs de toucinho entremeado
1 chouriço
1 morcela
1 couve-lombarda
400 grs de batatas
2 cenouras
2 cebolas
2 dentes de alho
sal q.b.
1 farinheira
hortelã e coentros q.b. (facultativo)

Confecção:
De véspera raspam-se e limpam-se bem a orelha e cabeça de porco, salgam-se juntamente com o entrecosto e põe-se o feijão de molho. No dia seguinte lavam-se as carnes e os enchidos e põem-se a cozer em água e sal. Separadamente, põe-se também o feijão a cozer em água. À medida que forem cozendo, vai-se retirando as carnes sucessivamente, para não se espapaçarem, visto que a carne de porco coze muito mais depressa que a de vaca, o mesmo acontecendo com a morcela em relação ao chouriço. Logo que se retirarem todas as carnes, juntam-se cortadas em pedaços, a couve, as cenouras, a cebola, os alhos picados, e algum tempo depois as batatas também em pedaços. Entretanto, escorre-se o feijão, do qual se retiram duas conchas que se passam no passe-vite. Quando os legumes estiverem cozidos juntam-se-lhe os feijões inteiros e os passados. Deixa-se ferver tudo para apurar e rectifica-se de sal. Cortam-se as carnes de porco e de vaca em bocados, os enchidos em rodelas e o toucinho em fatias. Deitam-se as carnes na panela e, logo que levantar fervura, adicionam-se os enchidos e o toucinho, servindo-se imediamente. Empregando a farinheira deve pôr-se a cozer juntamente com as carnes, tendo em conta que o seu tempo de cozedura é muito rápido. Temperando com coentros, devem deitar-se ao mesmo tempo que os legumes. Se for o caso de se empregar hortelã, basta juntar um ramo ao mesmo tempo que os enchidos. Por gracinha põe-se em cada prato uma pedra redonda, tipo seixo rolado do rio, mas previamente bem lavada.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A maior flor do mundo



Versão de alta qualidade AQUI.

domingo, 27 de setembro de 2009

A sopa verde

O próximo dia 16 de Outubro é o «Dia Mundial da Alimentação».
Deixo aqui uma sugestão para trabalhar o tema, sobretudo com as crianças do Ensino Pré-Escolar e as dos primeiros anos do 1º CEB. Trata-se do livro «A Sopa Verde», com texto e (deliciosas) ilustrações de Chico, numa edição da AMBAR.
Transcrevo um excerto do texto mais abaixo. Não se esqueçam de usar um exemplar do livro nas vossas actividades.
Bom Proveito!


Ai, Ai, Ai…
Quis para mim esta manhã
O meu malfadado destino,
Que Dr. Leitão, meu pediatra,
Me achasse assim franzino.

sábado, 26 de setembro de 2009

O incrível rapaz que comia livros



Mais livros para «ouver» no blogue «Letra Pequena»,
(procurar «livros para escutar», na coluna da direita)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O ladrão de palavras

Um conto maravilhoso de Francisco Duarte Mangas




Há muitos anos, havia um homem que roubava palavras. As nossas melhores palavras. Metia-as, cuidadosamente, num saco de linho e desaparecia. Para ser sincero, na nossa aldeia, que uma sebe de montes abraça, nunca ninguém viu o rosto do homem e ninguém lhe sabia o nome. Mas, pela manhã, as pessoas acordavam pobres. Pobres, sempre mais pobres e tristes.
As palavras, nesse tempo, eram de ouro.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O coelhinho branco e o vírus da gripe A


(Versão adaptada por Carlos A. Silva)

Era uma vez um coelhinho branco que resolveu ir à sua horta apanhar couves para fazer um caldinho. Quando voltou a casa, reparou que a porta estava fechada e por isso resolveu bater: truz, truz, truz. Qual não foi o seu espanto quando ouviu uma voz muito feia a dizer:
- Quem é?
E o coelhinho respondeu:
- Sou o coelhinho branco que foi à horta buscar umas couves para fazer um caldinho.
- E eu sou o vírus da gripe A; se entras em casa, infecto-te já!!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

História da carochinha



Era uma vez uma carochinha que encontrou cinco tostões enquanto varria a cozinha. Com o dinheiro, foi comprar fitas e laços e, depois de ataviada, foi-se pôr à janela, a ver se havia alguém que queria casar com ela:
- Quem quer casar com a carochinha, que é bonita e formosinha?
Passou um burro e respondeu:
- Quero eu, quero eu, quero eu!
- Está bem, mas primeiro quero ouvir a tua voz.
E o burro pôs-se a zurrar (In-on, in-on, in-on…).
- Ai, ai, ai, ai. – disse a carochinha - Já não caso contigo, porque tens uma voz muito forte e acordas os meninos de noite.

domingo, 20 de abril de 2008

O Coelhinho Branco

Era uma vez um coelhinho branco que resolveu fazer um caldinho, no entanto, não tinha couves em casa, e por isso mesmo resolveu ir à sua horta apanhar algumas. Quando chegou a casa, reparou que a porta estava fechada, e por isso mesmo, e apesar da casa ser dele, resolveu bater à porta. Qual não foi o seu espanto quando de lá de dentro ouviu uma voz grossa e muito feia a dizer:
- Quem é?
E o coelhinho respondeu:
- Sou o coelhinho branco que foi à horta buscar uma couve para fazer um caldinho.
- E eu sou a Cabra Cabrês, que te salta em cima e te faz em três!