A Vida Secreta dos Livros
Blogue sobre livros e leitura do professor bibliotecário e escritor Carlos Alberto Silva
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
Carlos Alberto Silva na Biblioteca Municipal de Porto de Mós
Carlos Alberto Silva é o escritor convidado para dinamizar a hora do conto para pais e filhos, «Sábados a Contar», da Biblioteca Municipal de Porto de Mós, no próximo dia 3 de Março, pelas 16h00. «Ó Simão seu trapalhão...» e «O urso que perdera o coração», deste autor, são algumas das histórias a ser apresentadas. O evento decorrerá no espaço «A gruta da palavra», nesta biblioteca.
Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Domingo, 29 de Janeiro de 2012
Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Tio Lobo e outras histórias na BE de Atouguia, Ourém
O escritor Carlos Alberto Silva esteve, no dia 18 de Janeiro à tarde, na BE da Atouguia, Ourém, onde apresentou os seus livros aos alunos do pré-escolar e do 1º CEB e recontou algumas histórias de outros autores, como o «Tio Lobo», de Xosé Ballesteros.
Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011
BE das Colmeias recebe escritor Carlos A. Silva
Carlos Alberto Silva esteve, no passado dia 23 de Novembro, na biblioteca da Escola Básica Integrada de Colmeias, a promover o seu novo livro «Ó Simão, seu trapalhão, já armaste confusão». O autor leu algumas histórias suas e de outros autores e falou da sua actividade como professor bibliotecário e escritor.
Falou ainda das técnicas de ilustração usadas nos seus livros. Depois de responder a algumas perguntas dos alunos, houve ainda tempo para uma sessão de autógrafos.
A receptividade de miúdos e graúdos foi excelente, em particular da parte da equipe da BE, a quem o escritor agradece a hospitalidade.
Carlos Alberto Silva visita escolas e Jardins-de-infância das Cortes

O professor e escritor Carlos Alberto
Silva dinamizou, durante o mês de Novembro, sessões de animação da
leitura nas escolas e jardins-de-infância da freguesia de Cortes,
concelho de Leiria, a fim de promover o seu novo livro «Ó Simão, seu
trapalhão, já armaste confusão».
No dia 2 de Novembro, foi a vez do
Jardim-de-infância da Reixida. Depois de falar sobre a sua actividade
como professor bibliotecário, o escritor narrou e leu diversas
histórias, nomeadamente a sua última. A receptividade das crianças à
actividade foi enorme, tendo esta terminado com uma sessão de
autógrafos.
No dia 9, foi o Jardim-de-infância de Famalicão o contemplado. O
programa da sessão foi do mesmo teor da antecedente, igualmente com uma
receptividade assinalável por parte dos destinatários.Domingo, 18 de Setembro de 2011
Ó Simão, seu trapalhão, já armaste confusão!
Book trailer do livro «Ó Simão, seu trapalhão, já armaste confusão!»,
com texto de Carlos Alberto Silva e ilustrações de Beatriz Silva, publicado em Setembro de 2011.
Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
Afonso e o livro - booktrailer
Esta é a história que a Camila e os professores bibliotecários vão levar às escolas do 1º CEB do Agrupamento de Porto de Mós durante o mês de Maio.
E este é o endereço de uma das páginas do autor, que nos veio aqui piscar o olho: http://luisfilipecristovao.blogspot.com/
Terça-feira, 12 de Abril de 2011
Clic Clic Clic – Contos interactivos
A Digital Text, uma editora spin-off da Universidade de Barcelona especialista na publicação de livros multimédia para a educação, tem disponível on-line e de forma gratuita um projecto especialmente dedicado aos mais pequenos. Trata-se do Clic Clic Clic – Contos interactivos, um conjunto de histórias para ver, ler, ouvir e interagir, divididas em dois grandes grupos: contos de Iván y Navi, para crianças entre os 3 e 6 anos e El Mundo al revés, otras versiones de los cuentos populares, para crianças entre os 6 e os 8 anos.
[Com a devida vénia a Carlos Pinheiro em: http://lerebooks.wordpress.com/]
Quinta-feira, 7 de Abril de 2011
«O urso que perdera o coração» apresentado no Centro Escolar dos Vieirinhos
O professor bibliotecário e escritor Carlos Alberto Silva esteve, no passado dia 5 de Abril, na Biblioteca do Centro Escolar dos Vieirinhos, Agrupamento da Guia, Pombal, onde conversou com alunos do Pré-escolar e 1º CEB, das escolas de Carriço, Caxaria, Silveirinha Grande e Vieirinhos.
Acompanhado da mascote Camila - da BE do Agrupamento de Porto de Mós, onde trabalha -, o autor narrou várias histórias da sua autoria, nomedamente, «O urso que perdera o coração», publicada no final do ano passado, e «Ó Simão, seu trapalhão...», a publicar brevemente. Este último, em tom humorístico, aborda o tema dos acidentes domésticos com crianças, alertando para alguns comportamentos de risco.
Carlos Alberto Silva explicou ainda as técnicas que utilizou para ilustrar alguns dos seus livros e conversou sobre a sua experiência como autor e professor bibliotecário. No final de cada uma das sessões, duas de manhã e uma à tarde, houve ainda tempo para autógrafos.
Segunda-feira, 4 de Abril de 2011
Plano pessoal de leitura
Em Janeiro,
Leio o primeiro.
Em Fevereiro, é Carnaval.
Leio outro, afinal.
Em Março, marçagão,
Leio de manhã, à tarde e ao serão.
Em Abril,
Chego à página mil.
Em Maio,
Pego noutro livro e descontraio.
Em Junho, começa o Verão.
Saio pró campo, com um livro na mão.
Em Julho, faz muito calor.
Ponho-me à sombra e leio com fervor.
Nas férias de Agosto,
Leio ainda com mais gosto.
Chega o mês de Setembro
E já li tantos que nem me lembro.
Em Outubro, começa a chover.
E eu continuo a ler.
Em Novembro, chega o frio.
Leio mais um, de fio a pavio.
Em Dezembro, vem o Natal.
Dar e receber livros é o ideal.
Quarta-feira, 30 de Março de 2011
No beirado da casa da sogra
Depois do encontro com o autor do livro «O urso que perdera o coração», os meninos e meninas do JI da Corredoura sentiram-se inspirados a idealizar uma história e a ilustrá-la usando a técnica usada nessa obra. Foi assim que criaram o conto «No beirado da casa da sogra», cuja personagem principal é uma andorinha. Aqui fica um pequeno vídeo, usando as ilustrações e o texto original, produzido e narrado por Carlos Alberto Silva.
Domingo, 27 de Março de 2011
«O urso que perdera o coração» apresentado na Corredoura e no Arrimal
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| Aspecto da sessão da Corredoura. |
O autor narrou a sua história «O urso que perdera o coração», publicada no final do ano passado e explicou a técnica utilizada para ilustrar o livro. Apresentou ainda duas histórias que tem (quase) prontas para publicação: «O espelho dourado», igualmente ilustrado por si e «Ó Simão, seu trapalhão...», ilustrado pela sua filha Beatriz Silva. Este último aborda um tema muito actual, o dos acidentes domésticos com crianças, alertando para alguns comportamentos de risco, embora numa perspectiva humorística.
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| O autor, mostrando páginas de um dos seus próximos livros, no Arrimal. |
Os alunos do Arrimal aproveitaram o momento para realizar uma entrevista ao escritor, que é actualmente professor bibliotecário neste Agrupamento.
No final de cada uma das actividades, houve sessão de autógrafos.
Sábado, 26 de Março de 2011
Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Apresento-vos a Camila!
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| A Camila anda muito satisfeita com a sua nova missão. |
Depois de uma das turmas lhe ter arranjado um namorado, a Camila casou. Este ano, nasceu a Lola, a filha da Camila e do Camilo.
Toda a família está empenhada em ensinar à Lola muitas coisas sobre os livros, nomeadamente, como é que estes se fazem. Também os alunos das 72 turmas das EB1 e JI do Agrupamento andam a fazer os seus livros. Nesta imagem está o texto «escrito» pelos meninos do JI da Corredoura utilizando pictogramas.
Como se pode ver, a Camila anda muito satisfeita com esta nova missão!
Sábado, 15 de Janeiro de 2011
Um livro é uma casa
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| Ilustração de Colin Thompson (http://www.colinthompson.com) |
Um livro é uma casa
De muitas cores
Onde moram as históriasPegas numa
E fazes dela a companheira
Dos teus sonhos
Espraias os olhos
Pela janela das páginas
Em busca do desconhecido
E vês desfilar à tua frente
Os assombrosos
Habitantes da fantasia
Um lobo sábio
Sentado debaixo de uma árvore
Com frutos esmeralda
Uma menina
Feita de rebuçado
Correndo numa seara
Um cavaleiro sem espada
Uma harpa falante
Um dragão de névoa
Pode ser longo ou curto
O teu passeio
Pelas várias divisões da casa
Quando te cansares
Fechas a porta serenamente
E adormeces feliz
Carlos Alberto Silva
Domingo, 19 de Dezembro de 2010
«O urso que perdera o coração» apresentado em Mira de Aire
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| Os alunos de Mira de Aire estiveram (quase todos) sempre atentos às histórias. |
Dada a proximidade do período natalício, a obra teve muito boa receptividade, sendo escolhida como prenda de Natal por algumas freguesias dos concelhos de Leiria, onde o autor reside, e de Porto de Mós, onde trabalha. Assim, as crianças das freguesias de Cortes (Leiria), Arrimal, S. Pedro e S. João Baptista (Porto de Mós), entre outras, tiveram a surpresa de receber este livro nas festas de Natal das suas escolas.
Publicado em Novembro passado pela Textiverso, este foi o primeiro livro de Carlos Alberto Silva dedicado ao universo infantil. O autor é também responsável pelas ilustrações, aplicando digitalmente uma técnica de recorte de papéis decorados.
Nesta fábula, um urso solitário muito mal-humorado, que se refugia no mais escuro da floresta, faz da vida dos outros bichos um verdadeiro inferno.
Alguns animais, no entanto, decidem não deixar cair os braços e tentam que o dito urso volte a sentir no peito o coração que uma tragédia familiar destroçou...
A editora tem online um «guia de leitura» desta obra, alojado AQUI.
Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010
"A biblioteca escolar é insubstituível". Uma entrevista com Birgit Lücke
Embora as bibliotecas escolares tenham tido um renascimento depois do Tratado de Pisa, ainda não solidificaram o seu lugar na Alemanha. Uma entrevista com Birgit Lücke, Presidente da Comissão “As bibliotecas e a escola” da Associação das Bibliotecas Alemãs (dbv).
Porque é que as bibliotecas escolares são tão importantes hoje em dia?
Uma biblioteca escolar em pleno funcionamento pode constituir o alicerce para alcançar os objectivos de aprendizagem que foram estabelecidos pelo tratado de Pisa. Se antigamente as atenções estavam viradas para o ensino centrado nos professores, hoje o ensino virado para o aluno, - interdisciplinar e participativo - do ensino das competências de leitura tornou-se cada vez mais importante. As bibliotecas escolares podem ser aqui essenciais, ajudando a preparar as crianças e os jovens para uma aprendizagem ao longo da vida, ensinando-lhes estratégias eficazes de pesquisa, avaliação e uso de informação e dos media.
Assim, nos últimos anos, as bibliotecas escolares têm tido um renascimento e foram mesmo promovidas por uma iniciativa nacional do Ministério Federal do Ensino e Investigação para as escolas a tempo inteiro intitulada “Educação e Apoio Futuro”. Esta oferta foi aceite em muitos locais.
Porque é que as bibliotecas escolares são tão importantes hoje em dia?
Uma biblioteca escolar em pleno funcionamento pode constituir o alicerce para alcançar os objectivos de aprendizagem que foram estabelecidos pelo tratado de Pisa. Se antigamente as atenções estavam viradas para o ensino centrado nos professores, hoje o ensino virado para o aluno, - interdisciplinar e participativo - do ensino das competências de leitura tornou-se cada vez mais importante. As bibliotecas escolares podem ser aqui essenciais, ajudando a preparar as crianças e os jovens para uma aprendizagem ao longo da vida, ensinando-lhes estratégias eficazes de pesquisa, avaliação e uso de informação e dos media.
Assim, nos últimos anos, as bibliotecas escolares têm tido um renascimento e foram mesmo promovidas por uma iniciativa nacional do Ministério Federal do Ensino e Investigação para as escolas a tempo inteiro intitulada “Educação e Apoio Futuro”. Esta oferta foi aceite em muitos locais.
Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010
Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
O coração e garrafa
Uma extraordinária metáfora sobre os sentimentos, do mesmo autor de «O incrível rapaz que comia livros». Ver mais histórias «animadas» no blogue de Rita Pimenta, Letra Pequena: http://letrapequenaonline.blogspot.com/
Local:
Leiria, Portugal
Sábado, 20 de Março de 2010
Terça-feira, 9 de Março de 2010
Sábado, 9 de Janeiro de 2010
Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
O caldo de pedra
A HISTÓRIA

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair de fome e disse:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra.
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se era boa para um caldo.
A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.
Responderam-lhe:
- Sempre queremos ver isso.
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:
- Se me emprestassem aí um pucarinho...
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas...
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que via.
O frade, provando o caldo:
- Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse:
- Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam.
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as e ripou-as com os dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou:
- Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!...
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo.
Comeu e lambeu o beiço.
Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo.
A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:
- Ó senhor frade, então a pedra?
- A pedra... Lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.
Teófilo Braga
Contos Tradicionais Portugueses
A RECEITA

Ingredientes:
1/2 l de feijão-encarnado
1 kg de orelha e cabeça de porco
200 grs de entrecosto
250 grs de carne de vaca para cozer
100 grs de toucinho entremeado
1 chouriço
1 morcela
1 couve-lombarda
400 grs de batatas
2 cenouras
2 cebolas
2 dentes de alho
sal q.b.
1 farinheira
hortelã e coentros q.b. (facultativo)
Confecção:
De véspera raspam-se e limpam-se bem a orelha e cabeça de porco, salgam-se juntamente com o entrecosto e põe-se o feijão de molho. No dia seguinte lavam-se as carnes e os enchidos e põem-se a cozer em água e sal. Separadamente, põe-se também o feijão a cozer em água. À medida que forem cozendo, vai-se retirando as carnes sucessivamente, para não se espapaçarem, visto que a carne de porco coze muito mais depressa que a de vaca, o mesmo acontecendo com a morcela em relação ao chouriço. Logo que se retirarem todas as carnes, juntam-se cortadas em pedaços, a couve, as cenouras, a cebola, os alhos picados, e algum tempo depois as batatas também em pedaços. Entretanto, escorre-se o feijão, do qual se retiram duas conchas que se passam no passe-vite. Quando os legumes estiverem cozidos juntam-se-lhe os feijões inteiros e os passados. Deixa-se ferver tudo para apurar e rectifica-se de sal. Cortam-se as carnes de porco e de vaca em bocados, os enchidos em rodelas e o toucinho em fatias. Deitam-se as carnes na panela e, logo que levantar fervura, adicionam-se os enchidos e o toucinho, servindo-se imediamente. Empregando a farinheira deve pôr-se a cozer juntamente com as carnes, tendo em conta que o seu tempo de cozedura é muito rápido. Temperando com coentros, devem deitar-se ao mesmo tempo que os legumes. Se for o caso de se empregar hortelã, basta juntar um ramo ao mesmo tempo que os enchidos. Por gracinha põe-se em cada prato uma pedra redonda, tipo seixo rolado do rio, mas previamente bem lavada.

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair de fome e disse:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra.
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se era boa para um caldo.
A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.
Responderam-lhe:
- Sempre queremos ver isso.
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:
- Se me emprestassem aí um pucarinho...
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas...
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que via.
O frade, provando o caldo:
- Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse:
- Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam.
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as e ripou-as com os dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou:
- Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!...
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo.
Comeu e lambeu o beiço.
Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo.
A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:
- Ó senhor frade, então a pedra?
- A pedra... Lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.
Teófilo Braga
Contos Tradicionais Portugueses
A RECEITA

Ingredientes:
1/2 l de feijão-encarnado
1 kg de orelha e cabeça de porco
200 grs de entrecosto
250 grs de carne de vaca para cozer
100 grs de toucinho entremeado
1 chouriço
1 morcela
1 couve-lombarda
400 grs de batatas
2 cenouras
2 cebolas
2 dentes de alho
sal q.b.
1 farinheira
hortelã e coentros q.b. (facultativo)
Confecção:
De véspera raspam-se e limpam-se bem a orelha e cabeça de porco, salgam-se juntamente com o entrecosto e põe-se o feijão de molho. No dia seguinte lavam-se as carnes e os enchidos e põem-se a cozer em água e sal. Separadamente, põe-se também o feijão a cozer em água. À medida que forem cozendo, vai-se retirando as carnes sucessivamente, para não se espapaçarem, visto que a carne de porco coze muito mais depressa que a de vaca, o mesmo acontecendo com a morcela em relação ao chouriço. Logo que se retirarem todas as carnes, juntam-se cortadas em pedaços, a couve, as cenouras, a cebola, os alhos picados, e algum tempo depois as batatas também em pedaços. Entretanto, escorre-se o feijão, do qual se retiram duas conchas que se passam no passe-vite. Quando os legumes estiverem cozidos juntam-se-lhe os feijões inteiros e os passados. Deixa-se ferver tudo para apurar e rectifica-se de sal. Cortam-se as carnes de porco e de vaca em bocados, os enchidos em rodelas e o toucinho em fatias. Deitam-se as carnes na panela e, logo que levantar fervura, adicionam-se os enchidos e o toucinho, servindo-se imediamente. Empregando a farinheira deve pôr-se a cozer juntamente com as carnes, tendo em conta que o seu tempo de cozedura é muito rápido. Temperando com coentros, devem deitar-se ao mesmo tempo que os legumes. Se for o caso de se empregar hortelã, basta juntar um ramo ao mesmo tempo que os enchidos. Por gracinha põe-se em cada prato uma pedra redonda, tipo seixo rolado do rio, mas previamente bem lavada.
Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Domingo, 27 de Setembro de 2009
A sopa verde
O próximo dia 16 de Outubro é o «Dia Mundial da Alimentação».
Deixo aqui uma sugestão para trabalhar o tema, sobretudo com as crianças do Ensino Pré-Escolar e as dos primeiros anos do 1º CEB. Trata-se do livro «A Sopa Verde», com texto e (deliciosas) ilustrações de Chico, numa edição da AMBAR.
Transcrevo um excerto do texto mais abaixo. Não se esqueçam de usar um exemplar do livro nas vossas actividades.
Bom Proveito!

Ai, Ai, Ai…
Quis para mim esta manhã
O meu malfadado destino,
Que Dr. Leitão, meu pediatra,
Me achasse assim franzino.
Deixo aqui uma sugestão para trabalhar o tema, sobretudo com as crianças do Ensino Pré-Escolar e as dos primeiros anos do 1º CEB. Trata-se do livro «A Sopa Verde», com texto e (deliciosas) ilustrações de Chico, numa edição da AMBAR.
Transcrevo um excerto do texto mais abaixo. Não se esqueçam de usar um exemplar do livro nas vossas actividades.
Bom Proveito!

Ai, Ai, Ai…
Quis para mim esta manhã
O meu malfadado destino,
Que Dr. Leitão, meu pediatra,
Me achasse assim franzino.
Sábado, 26 de Setembro de 2009
O incrível rapaz que comia livros
Mais livros para «ouver» no blogue «Letra Pequena»,
(procurar «livros para escutar», na coluna da direita)
Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Teatro de fantoches previne gripe A
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| O vírus tenta amedrontar o Nuno, mas este não se deixa intimidar. |
A equipa da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós iniciou hoje a apresentação de duas histórias sobre a gripe A em formas animadas. A primeira, intitulada «O Nuno escapa à gripe A», foi preparada para grupos de alunos do 1º CEB. Para as crianças do pré-escolar, foi adaptada, por Carlos Alberto Silva, a história tradicional portuguesa «O Coelhinho Branco», sendo a Cabra Cabrês substituída pelo vírus da gripe A.
A «estreia» foi na EB1 e no Jardim de Infância de Pedreiras, seguindo-se agora a itinerância pelas escolas e jardins de infância do Agrupamento, conforme solicitação dos respectivos docentes.
O ladrão de palavras
Um conto maravilhoso de Francisco Duarte Mangas
As palavras, nesse tempo, eram de ouro.
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